O salário mínimo não chega para trabalhadores viverem, de acordo com a  Confederação Europeia de Sindicatos (CES).

Portugal tem salário mínimo de 580 euros, o que pode parecer aceitável, mas a CES sublinha que isto acontece porque a escala dos salários em Portugal é tão baixa que “o nível de salário mínimo aparentemente alto em relação ao salário médio não é suficiente para que os trabalhadores vivam com o que ganham”.

Assim, “58% de um salário mediano muito baixo em Portugal ainda é um salário mínimo muito baixo em termos absolutos, embora estatisticamente pareça bastante elevado”.

Por isso  é que em Portugal o salário mínimo parecer elevado em relação ao salário médio nacional resulta de “uma distribuição salarial desigual, com uma alta concentração de assalariados na parte inferior da escala salarial”.

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Segundo a CES, o exemplo de Portugal mostra que é necessário uma política europeia com medidas para fortalecer a negociação coletiva, “a fim de estabilizar e elevar a estrutura salarial total e de mudar a distribuição salarial desigual”.

O objetivo comum da UE para os salários mínimos é garantir uma remuneração de pelo menos 60% do salário médio relevante.

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