O patriarcado de Lisboa desviou 245 mil euros destinados a Cabo Verde. Durante a Quaresma, existe uma recolha de fundos. Na Diocese de Lisboa, o já falecido cardeal patriarca José Policarpo, anunciou que esse dinheiro teria como destino “a ajuda da Igreja de Lisboa a outras Igrejas mais pobres e a necessidades particularmente gritantes no seio da nossa Igreja diocesana.”

Considerando que um sacerdote de Lisboa fora na altura nomeado Bispo da Diocese do Mindelo em Cabo Verde, foi garantido que essa igreja seria ajudada: “No momento em que um sacerdote de Lisboa, o P. Ildo Augusto dos Santos Fortes, foi nomeado Bispo da Diocese do Mindelo (…) as necessidades dessa Igreja terão um lugar privilegiado no nosso coração e na nossa generosidade”, lê-se comunicado.

O Jornal Público refere que, na altura, vários orgãos de comunicação ligados à Igreja noticiaram que a Diocese de Lisboa iria encaminhar esses donativos para a Diocese do Mindelo. Contudo, numa troca de correspondência a que o referido jornal teve acesso entre o bispo Ildo Fortes, responsável pela diocese de Mindelo, e um amigo, o bispo afirmava que não tinha chegado nenhum dinheiro a Cabo Verde.

O Patriarcado de Lisboa não quis emitir esclarecimentos, ainda que no mesmo dia publicasse uma justificação no seu website.

O Público frisa que “Directamente (…) não foi encaminhado para esta qualquer donativo, limitando-se o patriarcado a custear algumas das despesas dos três ou quatro seminaristas do Mindelo que frequentam os seus seminários, tal como fez com os mais numerosos seminaristas da diocese cabo-verdiana de Santiago, de São Tomé e Príncipe e da Índia, que também estudam nesses estabelecimentos.”.