O ordenado mensal dos portugueses ronda os 1326 euros mensais, informa o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No fim do trimestre em junho de 2020 a componente regular da remuneração bruta mensal e a remuneração base aumentaram 2,6% e 3,0%, para 1.065 e 1.005 euros, respetivamente.

Segundo o INE “a dinâmica recente das remunerações médias no trimestre terminado em junho de 2020 foi significativamente influenciada pela instituição do regime de ‘lay-off’ simplificado e, em menor grau, do apoio excecional à família”, devido à pandemia de covid-19.

Acresce que “o volume de remunerações pagas foi afetado, em particular, pela aplicação do regime de ‘lay-off’ simplificado, que resultou numa redução em 1/3 da remuneração base”: Entre as empresas que recorreram a este regime, “a variação nominal homóloga das remunerações médias total, regular e base situou-se, respetivamente, em -2,0%, -0,1% e +0,7%, enquanto no conjunto das restantes empresas se fixou em +5,5%, +5,5% e +5,6%, pela mesma ordem”, nota.

O mesmo Instituto aponta ainda que “Entre março de 2018 e dezembro de 2020, o crescimento da remuneração base por trabalhador das empresas ‘lay-off’ acompanhou, em regra, o crescimento do total da economia. A partir de janeiro de 2020, a taxa de variação homóloga da remuneração base das empresas ‘lay-off’ foi-se tornando sistematicamente inferior à do total da economia (-2,3 pontos percentuais em junho de 2020)”.

Os resultados hoje divulgados pelo INE respeitam a cerca 4,0 milhões de postos de trabalho, correspondentes a beneficiários da Segurança Social e a subscritores da Caixa Geral de Aposentações.