A DGS cortou a lotação da Festa do Avante para metade devido ao risco de contágio, uma vez considerar existir “risco real de que, durante o evento, circulem pessoas infetadas, com ou sem sintomas” .

De acordo com a Direção-Geral de Saúde (DGS): “A tipologia do evento acarreta diferentes riscos, não só pelo número de participantes mas também pelas características, comportamento esperado, local do evento, duração, actividades disponíveis, circuitos de circulação de pessoas, situação epidémica, entre outros múltiplos critérios”.

Segundo a emsma entidade: “a componente social subjacente ao evento, acarreta grande mobilidade dos participantes e comportamentos de proximidade, sendo a partilha tendencialmente inevitável, assim como a participação de membros de várias gerações, o que implica a potencial exposição de pessoas que pertencem a grupos mais vulneráveis ao vírus SARS-CoV-2.

No contexto atual da epidemia em Portugal e, em particular, na Área Metropolitana de Lisboa, em situação de contingência, verifica-se, pois, um risco real de que, durante o evento, circulem pessoas infectadas, com ou sem sintomas.”

Assim, entende a DGS que o recinto só pode receber 16.563 pessoas em simultâneo, praticamente metade daquilo que o PCP sugeriu como sendo o indicado – 33 mil pessoas em simultâneo.

A terminar, a DGS deixa ainda um aviso: “A imprevisibilidade da evolução epidemiológica da covid-19 implica uma avaliação de risco contínua e, de acordo com o nível de risco apurado, a reavaliação das medidas implementadas, bem como o seu cumprimento”.