O Chega alegou que o Governo encomendou o relatório para tentar ilegalizar partido.

No comunicado lê-se que “O Chega denuncia e lamenta a divulgação de um suposto relatório europeu onde são atribuídas graves responsabilidades ao Chega pela alegada ascensão e normalização da extrema-direita em Portugal. Dizemos suposta porque, na verdade, se analisarmos mais de perto, a parte do relatório a que nos referimos é da autoria de dois jornalistas portugueses, cujas opiniões sobre o Chega já eram, aliás, conhecidas”.

De acordo com os responsáveis do partido da extrema-direita parlamentar, o documento “não é nenhuma peça objetiva de análise ou contributo para a reflexão, é mais uma miserável contribuição para o processo de ilegalização do Chega, que é neste momento o sonho da esquerda portuguesa e de alguma direita confirmada”.

“É lamentável a análise subjetiva e tendenciosa que é feita e apresentada como se se uma investigação ou recolha de dados se tratasse. A associação do Chega ao regime anterior ao 25 de Abril de 1974, a categorização do ‘Movimento Zero’ como de extrema-direita populista ou a responsabilização da eleição do deputado do Chega pelo ambiente crescentemente no espaço público português mostram bem que estamos perante um relatório encomendado e incentivado pelo Governo português”, lamentam os dirigentes.