De acordo com o FMI,  Estado português é dos mais pobres a nível mundial. Portugal tem a sétima situação patrimonial mais fraca num grupo de quase 70.

Os dados são referentes a 2016, mas Portugal tem a sétima situação patrimonial mais fraca num grupo de quase 70 países que foram analisados.

O sector público português terá uma riqueza negativa na ordem dos 40% do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, os passivos superam em muito os activos nessa proporção).

A Grécia surge como o Estado mais pobre, com um saldo negativo de 111% do PIB.
Contrariamente, a Noruega, que é um grande produtor de petróleo, surge como um dos países mais ricos do mundo, liderando o ranking com uma riqueza líquida que equivale a quatro vezes mais o valor da sua economia, cerca de 348% do seu PIB.

Para estes cálculos foram apenas usados os dados relativos aos activos e passivos dos governos centrais, as responsabilidades com pensões e activos referentes a recursos naturais, como é o caso do petróleo, foram excluídos.

Segundo o FMI, os Estados empobreceram com a crise financeira. “Os balanços patrimoniais públicos expandiram-se rapidamente durante a crise financeira, tanto do lado do activo quanto do passivo, acompanhados por uma queda acentuada do património líquido, à medida que os governos permitiam que as políticas orçamentais anticíclicas operassem”, observa o novo estudo.

Em 2012, a situação era mais caótica, com Portugal a surgir com a pior situação patrimonial, pois incluíram a responsabilidade com pensões. Nesse ano, a Noruega já liderava o grupo de países, sendo o Estado com a situação mais folgada.

O FMI defende uma nova abordagem para captar a posição patrimonial líquida dos Estados. Por sua vez, os Estados devem ser mais transparentes com os seus cidadãos, divulgando o que é que os Estados efectivamente detêm e devem e qual o grau de risco subjacente.

Os Estados possuem activos, como por exemplo, partes de empresas públicas e partes de bancos através dos mecanismos de capital contingente. Simultaneamente, são responsáveis (os chamados passivos) por dívidas avultadas e podem sempre ser chamados a pagar garantias quando estas tiverem de ser executadas.

Os valores relativos aos pagamentos de pensões também têm impacto nos chamados passivos, de acordo com o mesmo estudo.

O Orçamento do Estado para 2019 deve assentar num crescimento económico de 2,2% no próximo ano, valor que fica ligeiramente abaixo do esperado de acordo com o Programa de Estabilidade avançado em Abril (2,3%).

Por sua vez, o FMI defende que o défice deve descer até 0,3% do PIB em 2019, ficando nos 0,7% em 2018, uma meta que é igual à estipulada pelo governo português.
Vamos esperar que assim seja!

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