Médicos choram por poderem ter de escolher quem vai viver na Itália. Com o crescimento exponencial de casos na Itália, o segundo país mais afetado no mundo, associação médica aponta que, diante da sobrecarga dos leitos de UTI, profissionais de saúde podem ter de tratar aqueles com ‘maior chance de sobreviver’.

A situação no país continua a agravar-se e o crescimento exponencial de casos levou um grande número de pessoas a procurar atendimento nos hospitais, que já dão sinais de estarem sobrecarregados na região da Lombardia, a mais afetada, e também a mais rica, do país, onde vivem um sexto dos seus 60 milhões de habitantes.

O Colégio Italiano de Anestesia, Analgesia, Ressuscitação e Cuidado Intensivo (SIAARTI, na sigla em italiano) divulgou um documento em que prevê que a falta de recursos suficientes para tratar todos os pacientes graves pode fazer com que médicos e enfermeiros tenham de escolher quem será admitido nas unidades de tratamento intensivo (UTI) de acordo com as suas chances de sobreviver.

Isso significa fazer “escolhas difíceis” de acordo com a chance de sucesso de tratamento, considerando a idade do paciente, se esta pessoa tem outras doenças, a gravidade do seu estado e a possibilidade de reverter esse quadro.