“Tenho poucos meses de vida”, afirmou um doente oncológico sem medicação. O homem tem leucemia mieloide crónica e necessita do fármaco ponatinib de 45 mg.

A espera pode custar-lhe a vida e de acordo com o CM o remédio continuava em falta no Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA).

FO homem necessita tomar diariamente a medicação para sobreviver ao cancro, mas afirmou ao mesmo jornal que: “Não tomo a medicação desde 11 de janeiro”.

Ao CM o CHUA diz que “não há doentes a aguardar o medicamento”, e que o mesmo está “disponível”. No caso de Fernando, o hospital explica que a “dosagem do fármaco teve de ser adequada”, o que gerou “novo procedimento de aquisição”, sendo dispensado por outro hospital. Mas o CM apurou que o doente sempre tomou 45 mg, apesar dos efeitos secundários.