Conduzir para o trabalho passa a contar como horas de trabalho, de acordo com a decisão do Tribunal de Justiça da UE e por forma a garantir que nenhum trabalhador ultrapassa as 48 horas de trabalho semanais

Mas calma,  só para as profissões que não têm um escritório fixo, como por exemplo eletricistas, canalizadores ou enfermeiros ao domicílio.

Para essas profissões, a jornada diária tem de ser contada a partir do momento em que saem de casa.

Advogados britânicos, analisando a decisão do tribunal europeu, admitiram que a medida terá “enorme impacto” em determinados sectores da indústria dos serviços, uma vez que obrigará a um “aumento significativo” das horas de trabalho contadas aos funcionários, exigindo igualmente mais intervalos e períodos de descanso.

De acordo o Telegraph, a decisão não agradou os grandes grupos empresariais europeus, que consideram que os tribunais da União Europeia são demasiado poderosos e estão com receio do aumento eventual dos custos do trabalho.

Estabelecido este precedente pelo Tribunal de Justiça da UE, poderá agora ser invocado pelos trabalhadores dos Estados-membros que queiram ver os tribunais nacionais decidir sobre os seus horários de trabalho, nomeadamente os chamados funcionários “itinerantes”.

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