“Sumos de pacote são sumos de açúcar e Cerelac é veneno”. A fama de mau feitio de Vítor Sobral segue ao lado dos pergaminhos. Falou com a Sábado sobre a alimentação de crianças, os programas de televisão sobre gastronomia e a ditadura dos clientes, e não está contente.

Mesmo que há 28 anos (idade do filho mais velho) não tivesse tanta informação como atualmente, Vítor Sobral sempre foi renitente em dar açúcar e refrigerantes a crianças.

Aos filhos nunca deu papas, nem do tipo Cerelac, pois considera que têm imenso açúcar que, por si só, é um veneno para as crianças.

Não quer falar mal da indústria alimentar, mas alerta que basta pesquisar e ver os rótulos dos produtos preparados para crianças para ter a noção da quantidade astronómica de açúcar que é utilizado, seja nas papas como nas sobremesas para crianças, é ridículo e assustador ver os pais a darem tais produtos diariamente às suas crianças.

Posteriormente, Vitor Sobral foi questionado sobre o que achava sobre os programas de cozinha que se fazem hoje e respondeu que esses programas pouco têm a ver com cozinha, que são mais de entretenimento.

Relativamente ao programa “Pesadelo na Cozinha” do Ljubomir, Vítor Sobral referiu que esse programa serviu apenas para deixar atentas algumas pessoas, nomeadamente jornalistas, público e entidades que intervêm na restauração, que aparentemente andavam um pouco distraídas. Para quem anda no terreno é óbvio que situações como as que eram transmitidas no programa acontecem com muita regularidade.

Para o chef é suficiente entrar na casa de banho para saber logo como é o restaurante. Basta-lhe também entrar na sala e que pelo cheiro sabe logo o que lá se passa.

Mas o que o deixa mais “perturbado” é o facto de actualmente se viver a “ditadura do cliente”. Para Vítor, o cliente não tem sempre razão, não é um príncipe encantado e tem de pensar que as pessoas que estão a trabalhar e que o estão a servir fazem questão de o fazer o melhor possível, e que o cliente tem de colaborar nisso e não de criar dificuldades.

Quando foi questionado se já tinha sido convidado para participar em programas de cozinha, Vítor Sobral assumiu que sim e que não recusou sempre, mas o que estavam dispostos a pagar não era suficiente, uma vez que a publicidade efectuada nos cinco minutos que antecedem o programa, no intervalo ou depois do programa deve rondar os 10 milhões, enquanto que o chef que participa no programa não é bem pago.

Vítor Sobral não revela quanto pediu para entrar num programa, pois considera inaceitável que o cozinheiro, que é o protagonista, seja o que ganha menos. Quem ganha é a produtora e a televisão.

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Sobre os livros de cozinha, Vítor Sobral afirma que muitos dos seus autores fazem os livros de cozinha para a vaidade, com 50 cambalhotas de um prato, que a pessoa vai ler e não vai conseguir fazer.

Contrariamente, Vítor Sobral escreve os seus livros para se divertir e dar o seu contributo ao público com algo criado por si.

Se estás com curiosidade para ler a entrevista na íntegra, podes consultar o site da Sábado.

Boas leituras!

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