Os alunos passam a desinfetar salas e os intervalos vão ser de cinco minutos, no próximo ano lectivo. As aulas vão começar mais cedo e terminar mais tarde e as cantinas funcionarão com serviço de takeway. Tudomedidas adotadas devido à nova pandemia de covid-19.

Em setembro, “todas as famílias serão informadas de como será o próximo ano letivo, com a garantia de que estarão implementadas todas as condições de segurança para o regresso de todos à escola”, garante Filinto Lima, diretor do agrupamento de escolas Dr. Costa Matos.

Estas medidas permitem dividir as turmas em turnos. Uns passam a ter aulas apenas de manhã e outros à tarde, uma solução que será mais aplicada mais a partir do 7.º ano de escolaridade.

No caso dos mais novos, as escolas não podem ter os alunos ocupados apenas metade do dia. “A escola também tem a função de acompanhar os alunos enquanto os seus pais estão a trabalhar”, lembrou por seu turno Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), acrescentando que a ideia foi logo posta de parte para os alunos do 1.º ciclo.

Para Manuel Pereira, encurtar os intervalos “faz sentido no papel mas depois na prática não funciona: Os miúdos precisam de descansar”. Reconhece que podem fazê-lo dentro da sala de aula, mas fica a faltar a parte da socialização.

A falta de funcionários nas escolas é agora agravada com o aumento de tarefas, desde a necessidade de um maior controlo dos alunos até à higienização constante dos espaços.
Por isso, muitos vão pedir a ajuda dos alunos mais velhos nos trabalhos de desinfeção. Manuel Pereira deu como exemplo pedir que no final da aula limpem a sua secretária. “Esta é uma medida que será falada com os pais e alunos e que esperamos que seja em aceite. Será para o bem de todos, caso contrário irá aumentar o perigo de contágio”, contou à Lusa.

“Teremos de navegar à vista. Não podemos fazer grandes planos.Se correr mal, seremos o rosto das escolas. Já se correr tudo bem, ninguém se vai lembrar de nós”, desabafou Filinto Lima.