Não é o arguido que decide ter Alzheimer”, afirma advogado de Ricardo Salgado. O padre Avelino Pereira Alves, deu o seu testemunho em tribunal afirmando que: “Conheço-o há mais de 20 anos. Quase todos os domingos nos encontrávamos na missa, falávamos da igreja e da família. Homem íntegro. Homem com regras, de um porte firme. Convivi com ele nos momentos difíceis. Nunca fugi, um amigo não foge quando mais se precisa. Ele quis contar-me o que aconteceu e eu não quis saber. A amizade está acima de tudo. Disse-me que a coisa que mais lhe fazia sofrer eram os lesados e que tinha a solução, mas não lhe deram tempo.”

Para o padre, Salgado é: “Um homem íntegro, com valores e regras humanas e sociais bem definidas (…) Convivi com ele nestes momentos mais difíceis porque os amigos não devem fugir nestas ocasiões. Nestas adversidades ele tentou explicar o assunto, mas eu não quis saber. A nossa amizade está acima dessas controvérsias”.

Já o advogado de Ricardo Salgado afirmou em defesa do ex banqueiro que “A doença de Alzheimer não é uma opção de um arguido, não é uma opção de uma pessoa. Não é o arguido que decide ter Alzheimer, não foi o doutor Ricardo Salgado que decidiu ter esta doença, não foi o doutor Ricardo Salgado que decidiu autolimitar o seu direito de defesa, a sua possibilidade de prestar declarações, é a doença de Alzheimer que, infelizmente, afeta milhares de pessoas em Portugal”, disse.

E continuou: “O que espero dos tribunais é que sejam tribunais e que não julguem como se estivessem numa rede social, como se estivessem numa caixa de comentários de um tabloide, porque isto é a defesa de todos nós que está em causa e peço respeito por isso”, frisou.